segunda-feira, 26 de março de 2012

Silêncio

alguns suspiros





                                                                                                                           

                                                                                                                                 de açúcar, quem me dera

terça-feira, 20 de março de 2012

Um presente de um amigo

Ela nasceu para poucos e morre por quase ninguém. Tem uma leveza impecável e lança algo que se mistura paz com sorriso. Receita que só ela tem, que só ela sabe. Vem dela, é ela! 

Alexandre Barbosa

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ah, menino..

Quero passar mais horas abraçada contigo sem nem saber quais são os limites do meu corpo e do seu.

E depois viajar, vez com a tua voz, vez com um baseado.

Desde já quando acordo e não encontro o teu olhar pequeno de sono ao meu lado sinto um incomodo. 

Pois que essa falta continue me incomodando e que eu possa saná-la na noite seguinte.

Pela minha janela estreita invade um barulho perturbador de gente.

Acendo um incenso e sua fumaça se mistura com a do meu cigarro me protegendo do cheiro escroto que as ruas exalam.

A cada tragada eu me livro do gosto insuportavelmente doce da futilidade e do desgosto da miséria - que almeja, tão inocente, ser doce de arranhar a garganta.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Como se fosse um relógio
Acendo mais um cigarro
Mas ele vai acabar
E você não vai aparecer.

Como se fosse um vício
Olho mais uma vez no relógio
Mas a agoniar vai continuar
E você não vai…

domingo, 27 de novembro de 2011

Tempo das águas

Parece que te conheço há tanto tempo
E mesmo assim tão pouco
Meu olhar encontra o teu
O tão pouco se torna o suficiente
As palavras sim, se tornam poucas

E a cada meio sorriso seu
Invade-me um sorriso inteiro
Desde que não se solte
Um abraço basta

Eu gosto de te olhar
Que eu não conseguiria ficar horas
Porque há o tocar, o sentir...

Já te disse o quanto me sinto segura
Mas nos meus pesadelos
Guardo meus medos


              Sonhos, realidade. Isso me confunde. Você sabe.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Não há segredo nenhum

"Hoje não somos os mesmos, mas somos mais juntos. Sabemos mais uns dos outros, e por esse motivo, dizer adeus se torna difícil. Digamos então, que nada se perderá, pelo menos dentro da gente." Guimarães Rosa.

Um dia a mais que hoje significa um dia a menos.

Não é um fim.
Eu sei disso. Traz conforto
E os abraços? As pernas? As mãos?
E o contato?

Não é um fim.
Eu sei disso. Tira o medo.
Mas e os sorrisos? Os olhares?
E o sentir?

Estou convencendo-me que há sim um fim.

Os braços, as pernas, o corpo
Também são nós
Agora são
Os sorrisos e os olhares
Também estão em nós
Agora estão

Nós fortes, laços de sentires e de saudade.